Troféu CemporcentoSkate 2010

Kelvin Hofler

Kelvin Hofler

Na noite do dia 15 de dezembro de 2010, aconteceu no auditório Elis Regina, em São Paulo, a segunda edição do Troféu CemporcentoSKATE, evento criado pela Revista CemporcentoSKATE para premiar os principais nomes e acontecimentos do Skate Nacional.

Cerca de 800 convidados estiveram presentes no Anhembi e puderam conferir a entrega dos prêmios e homenagens àqueles que contribuíram para o crescimento do Skate brasileiro durante o ano de 2010.

Sob o comando dos mestres de cerimônias Kamau e Barbara Thomaz, o público acompanhou a consagração do skatista paranaense Rafael Gomes, que levou o troféu em duas categorias: Melhor Skatista Street Profissional e também o de Skatista do Ano, prêmio conquistado através de votação aberta aos leitores da revista pela internet. De um total de 18.904 votos, Rafael foi o skatista que recebeu o maior número de votos pelos seus feitos em 2010.

lotado a premiação

lotado a premiação

Tarobinha e Glauco

Tarobinha e Glauco

Também se destacaram Letícia Bufoni, que pela segunda vez consecutiva foi eleita a Melhor Skatista Feminino, e Pedro Barros, escolhido o Melhor Skatista Vertical em seu ano de estréia na categoria profissional.

Kelvin Hoefler mostrou estar pronto para a profissionalização, se destacando em três categorias: Melhor Skatista Amador, a Melhor Manobra no Corrimão dentro do Desafio de Rua 2010 e Skatista Vencedor do Desafio de Rua 2010 (melhor parte de vídeo).

A cerimônia contou com momentos de fortes emoções, como a homenagem especial à Drop Dead, cujo fundador, Eduardo Dias, subiu ao palco e, emocionado, pode conferir a retrospectiva em vídeo da história da marca. Outro ponto alto da noite ficou por conta dos prêmios especiais, dedicados aos documentários Dirty Money e Vida Sobre Rodas, consagrando o ano do Skate brasileiro no cinema.

Com a realização do Troféu, a Revista CemporcentoSKATE encerra o calendário de eventos do ano de 2010. O sucesso da segunda edição da maior premiação do Skate reforça a importância de se reconhecer os feitos de quem luta diariamente para construir a solidez do Skate nacional.

Kamal Apresentando prêmio

Kamal Apresentando prêmio

As indicadas

As indicadas

Mais informações:

cemporcentoskate.uol.com.br/fiksperto.php?id=5773 cemporcentoskate.uol.com.br/trofeu2010/

Patrocínio: HD Hawaiian Dreams

Apoio: Prefeitura da Cidade de São Paulo, SPTuris, Vans, Urgh, Freeday, Flash Power, Element, Dpr e Crail.

Apresentador do vídeo: César Augusto

Direção e edição: Jeorge Simas

Realização: Editora Zy, Revista CemporcentoSKATE

Skate no Parque

Texto por: Eric Schneider

Revisão: Betão

Futuro do skateboard do Brasil

Futuro do skateboard do Brasil


A iniciação é muito importante

A iniciação é muito importante

Skate no Parque

Skate no Parque

Meu nome é Eric Vitor Schneider sou morador de São Paulo, mais precisamente na Zona Sul, tenho 28 anos, pai de um menino de 5 anos e skatista há aproximadamente 13 anos.

Fui influenciado na época pelo meu irmão mais velho e a rapaziada mais velha que já andava no bairro em que eu morava. Atualmente sou local da pista que fica na Avenida Águas Espraiadas, mais conhecida como Pântano ou AE! Nesse momento as sessões que mais me agradam são as do banks ou bowl. Tudo que tenha uma curva, um block, cotovelos e ou uma transição pra brincar. O barulho de um block quando se faz um carvingrind é alucinante, ou quando se usa um cotovelo para passar voando.

Mas também não deixo de brincar no street, tudo depende da vibe da sessão ou do brother que normalmente te acompanha, sou adepto do estilo for fun! Corri até hoje apenas um campeonato, foi no Rio de Janeiro, de banks e fui mais pela trip do que pelo evento em si. Comecei andar nesse pensamento e sigo com ele até hoje, quanto à evolução… deixo que ela siga sua ascensão com naturalidade, o importante é a diversão e a confraternização com os amigos.

Desde 2004 venho trabalhando com eventos de skate, atuando na comissão técnica, organização, como prestador de serviços em algumas entidades esportivas. Só neste ano se não me engano foram 8 campeonatos realizados! Competições realizadas para as categorias de base e profissional.

Desde 2009 estou trabalhando em um projeto sócio-esportivo na pista do antigo presídio do Carandiru, Zona Norte de SP, conhecido atualmente como PARQUE DA JUVENTUDE, monitorando aulas de skate dentro do parque, projeto que existe desde 2008.

Amizade e skate é a combinação perfeita

Amizade e skate é a combinação perfeita

Um dos mestre do street style brasileiro, Wilson Rosa(A.k.A.Neguinho)segundo da direita

Um dos mestre do street style brasileiro, Wilson Rosa(A.k.A.Neguinho)segundo da direita

O projeto se chama SKATE NO PARQUE, ele é realizado pela FEDERAÇÃO PAULISTA DE SKATE ( www.fpsk8.com.br ) atualmente entidade presidida pelo Prof. Roberto Maçaneiro, junto a Secretaria de Esportes Lazer e Cultura e o Governo do Estado de São Paulo. Vale lembrar que o projeto atualmente se encontra em fase de renovação não por parte dos realizadores, tendo seu contrato vencido em setembro deste ano.

O projeto é considerado inovador e pioneiro porque seu atendimento vai muito além das aulas de skate ou da orientação direcionada aos praticantes, pois conta com uma equipe multidisciplinar que atende os alunos inscritos nas aulas/turmas de skate semanalmente, assim como qualquer skatista que freqüenta a pista também. Nessa equipe temos a disposição dos Skatistas os seguintes profissionais: Professor de educação física, médico, fisioterapeuta, psicólogo e monitores.

Nomes como Wilson Rosa “Neguinho da Anarquia!”, Francisco Presotto “Cisco”, Bruno Filgueiras, atuaram esse ano neste projeto que vem firmando cada vez mais sua identidade cultural dentro do parque, tendo grande destaque entre as modalidades e projetos esportivos que ali são desenvolvidos, como kick-boxing, taekowndo, danças e etc.

Diante dessa realidade aproveito a oportunidade para dizer em nome de toda a equipe que realizou esse fantástico trabalho nossas grandes expectativas de que ele continue a acontecer nos próximos anos.

Minha principal meta é finalizar meu curso de educação física, dando seqüência no meu processo de aperfeiçoamento, tirar do papel alguns projetos pessoais, dar continuidade aos já existentes e claro como a maioria dos skatistas, cada um dentro da sua “veia” do mercado, quero continuar a colaborar para o crescimento do nosso esporte, a viver com os frutos do meu trabalho.

Segue mais fotos do projeto e meus agradecimentos a você Thronn por ter me dado a oportunidade de apresentar nosso trabalho e usar seus meios de comunicação para divulgar e nos ajudar a continuar nessa grande corrida para o crescimento do e no skate em nosso país.

Operação abortada pela polícia na segunda bateria!

Operação abortada pela policia na segunda bateria!

Mas hoje (segunda) 2 dos policiais sem farda foram na BLESS
comprar skate para os filhos de presente para o dia das crianças
e nos orientaram em como pedir
autorização no Batalhão da PM e CET!

Vamos reorganizar o evento e ele terá autorização,
viatura da polícia de plantão
e a CET controlando
o trânsito para garantir a segurança!

Aguardem nova data!

SK8 4 Ever…

A Ladeira da Morte vai derreter

A morte ressucita.

Se eu te falar o que significa a rua Prof. Paulino Longo para o skateboard brasileiro de repente pode não fazer sentido nenhum, mas se eu disser a Ladeira da Morte com certeza você já ouviu falar.

O Down Hill é responsavél pelo aumento no comércio do skateboard no mundo

O Down Hill é responsavél pelo aumento no comércio do skateboard no mundo

Dona de uma inclinação bem radical e com defeito de pavimentação que obriga o skatista permanecer de um lado da rua. Para você descer ela numa boa e jogar suas manobras te aconselho sempre usar o lado direito. Um erro muito grande na pavimentação dessa ladeira deixou-a torta para o lado esquerdo com isso joga tudo que descer para o canto/guia esquerda.

Lilica, lay back

Lilica, lay back

A ladeira da morte criou lendários skatistas na modalidade Down Hill e posso citar aqui com todo certeza que o maior mestre em ladeiras foi o Fernandinho Batmam que desenvolveu inúmeras manobras. Hoje temos um leal representante desse mago da ladeira conhecido mundialmente, é o Sergio Yuppie. Ele corre campeonatos pelo mundo, traz vários títulos para o Brasil e sempre está estampado nas capas de revistas americanas e de outros países.

Renilson Carranca com sua base elevada de nose slide no gáz

Renilson Carranca com sua base elevada de nose slide no gáz

Sergio Yuppie é considerado um veterano nas ladeiras e está passando todo seu legado para os filhos Fernando e Júnior que conseguem juntar manobras do passado com invenções de manobras de suas próprias cabeças dando uma roupagem atual e bonita, sendo assim o nível do Down Hill eleva.

Fernando, Sergio Yuppie e Cliff inventor do slide

Fernando, Sergio Yuppie e Cliff inventor do slide

Os nomes mais cogitados hoje no Down Hill são, Renilson de Monteiro de Souza Santos (Carranca), Reine Oliveira na modalidade feminina, Laura Allie, Juliano Cassemiro (Lilica) e Fernando Yuppie. Na mídia o nome é Michael Brooks editor da Concrete Wave, dando apoio.

Fernando fazendo down hill na calsada da fama em Hollywwod e Reine com a simbolo da pátria

Fernando fazendo down hill na calsada da fama em Hollywwod e Reine com a simbolo da pátria

No skateboard cada um tem sua opinião e muitas vezes o Down Hill é discriminado por skatistas de outras modalidades. Esses dias ouvi de um skatista que longboard não é skate, veja o nível do pensamento.

Thronn na ladeira da morte, slide a milhão

Thronn na ladeira da morte, slide à milhão

Fernando, Yuppie e Lilica ligados pelo amor ao down hill slide

Fernando, Yuppie e Lilica ligados pelo amor ao down hill slide

O Down Hill hoje cresceu muito e está dividido em categorias. Existem grandes skatistas inclusive o campeão de velocidade é o Da Lua um brasileiro.

Comitiva brasileira do down hill na Califórnia

Comitiva brasileira do down hill na Califórnia

A Ladeira da Morte está nos dando mais uma oportunidade juntamente com a consagrada  revista Tribo Skate de curtir um grande evento, trocar idéias com amigos, tomar sorvete com seu filho, torcer e ter um ótimo dia. Sagrada seja a Ladeira da Morte.

Prestigie nosso skateboard

Prestigie nosso skateboard

Revisão de texto: Betoside

Obrigado 100% skate!!!

Textos: Thronn
Revisão: sk8ter

Ale Viana o mentor da 100% Skate neste ano veio aqui pros lados dos U.S.A. lançar o filme Dirty Money e aproveitando essa viagem trocamos algumas idéias, refletimos sobre a gente e sobre o caminho que Skateboard está tomando, confiram essa entrevista na 100% skate desse mês.

Thronn entrevista por Ale Viana em U.S.A.

Capa da edição com Thronn entrevistado por Ale Viana em U.S.A.

O Ipiranga é nosso

por Alexandre Urch

Na tarde deste sábado dia 24 de Julho um grupo de cerca de 100 skatistas se reuniu em um dos berços do skate paulistano, a ladeira do Museu do Ipiranga no bairro do Ipiranga em São Paulo para protestar contra a decisão da Secretária do Verde e do Meio Ambiente juntamente com a nova administradora do parque Adriana Jadão Barreiros de proibir a prática do skate na ladeira do Museu a partir de 8 de Agosto sob pena de ter o skate apreendido e o seu proprietário preso.

O protesto organizado pela Associação de Skatistas Quintal do Ipiranga ocorreu de forma pacifica e visou mostrar para os freqüentadores do parque o que está acontecendo além de recolher assinaturas para um abaixo assinado para que essa proibição não siga adiante.

O protesto também contou com a presença do Alberto Turco Loco, Alê Youssef e Thiago Lobo.

Abraço

Alexandre Urch
55 11 8336-8336
www.alexandreurch.com.br

Skatista morre no tunel

por Thronn texto

Rafael, um rapaz cheio de vida com vários sonhos a realizar teve a vida interrompida no momento em que praticava skataboarding.

O local, um túnel que estava interditado para reforma. A prefeitura do Rio de Janeiro com suas autoridades competentes deveriam ter colocado obstáculos que impedissem de verdade que carros pudessem entrar ali.

Já fiz muita sessão de skate embaixo do viaduto da Praça Rosevelt e em muitos túneis, acho que o Rafael está no direito de streeteiro explorando os picos de sua cidade. Direito universal estabelecido pela nossa própria lei de consciência de streeterio.Essa vontade de esta usofluindo de diferente lugares e situações é pura adrenalina na veia que está dentro do sangue de quem vem das ruas.

Um rapaz que tinha uma banda, tocava muito bem sua guitarra e era skatista como qualquer um de nós merece nossa consideração.

Em nome de todos os que acessam o site peço que ele esteja em bom lugar e que a família dele tenha forças para superar essa perda que sofreu de forma tão agressiva.

Para a pessoa que cometeu esse crime lamento por ter nascido tão idiota e imbecil a ponto de entrar num carro sem a mínima consciência que está dentro de uma máquina que pode matar cidadãos.

Nenhuma cana vai trazer o Rafael de volta mas que a justiça seja feita. Força para Cissa Guimarães e só temos a lamentar, infelizmente.

Rafal na guitarra e ele com sua mãe Cissa Guimarães

Revisão de texto: Alberto Betão.

Abaixo Assinado: Salve O Skateboard no Museu

Todo skatista de São Paulo sabe que o Parque da Independência, ou Museu do Ipiranga é o berço do esporte na cidade, todos aqueles que amam o skate já ouviram histórias sobre o Museu e como tudo começou em meados dos anos 70 e 80, onde o Down Hill, modalidade pioneira deu origem a tudo o que conhecemos e relação ao skate em São Paulo.

Pois é, só que no dia 08/07/2010 membros da Associação de Skatistas Quintal do Ipiranga estiveram presentes na reunião do Conselho Gestor do Parque da Independência (conselho que deveria defender os direitos dos usuários e moradores do Ipiranga, no caso o skatista é qualquer coisa para o conselho, menos usuário, atleta ou morador), onde ficou decidido por meio de um decreto lei, que a pratica de skate no Museu seria proibida.

Após muito discutir o assunto, a nova gestora do parque bateu o martelo e pediu a Inspestora da guarda civil metropolitana presente na reunião, que em 30 dias todos os skatistas deveriam ser retirados do parque e que após esta data qualquer pessoa que estive-se praticando qualquer modalidade de skate na área do Parque da Independência seria PRESO e teria seu skate APREENDIDO. A mesma Inspetora recebeu a notícia com ar de felicidade, e ainda provocou os membros da associação dizendo que estava sendo boazinha, e fazendo uma caridade em deixar os skatistas até o dia 8 de agosto.

Perante a isto eu lhes pergunto, não como membro da associação, mais como skatista e cidadão de bem.

O que eu ou qualquer um que anda de skate no museu fez de tão grave para ser preso? Existe realmente algum ato criminoso sendo praticado no parque? Porque essas pessoas enxergam no skate ou no skatista a imagem de um marginal?

A grande verdade é que para estas pessoas que recriminam, que proíbem e que censuram o skate, nós não nos encaixamos em sua idéia de sociedade. Para eles os skatistas estão à margem da sociedade, não tem o mesmo direito ao esporte que é nos assegurado pela constituição federal.

E por falar na constituição lhes deixo aqui algo para demonstrar que somos iguais perante a lei e que temos o mesmo direito que qualquer ser humano deste planeta.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XXVIII – são assegurados, nos termos da lei:

a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas;

Sendo assim, o Quintal do Ipiranga convida e convoca todos os skatistas que amam esse esporte, o 2º mais praticado no Brasil (Segundo o Data Folha de 2009) à participar de uma manifestação no dia 24 desse mês, às 14h30, no começo da Ladeira da Independência, com o único e principal objetivo de proteger a prática do Skate na Ladeira do Parque da Independência.

A ladeira sempre foi palco de eventos esportivos da prefeitura de São Paulo, até o maior evento da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação já passou por aqui, quem não se lembra das Viradas Esportivas? Porque querem tirar nosso lazer sem ao menos consultar o principal prejudicado?

Queremos ser ouvidos e respeitados no nosso lugar, e o Conselho do parque só nos desrespeitou e nos ameaçou, nos chamou de marginais.

O Skate precisa vencer essa batalha, VIVA ao Skate no Ipiranga e em São Paulo.

Para assinar o abaixo assinado entre no link abaixo:
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6573

Para mais informações entre no site abaixo:
http://quintaldoipiranga.blogspot.com/

Fonte Associação de Skatistas Quintal do Ipiranga

Charles Reginaldo nos deixou(r.i.p.)

Charles um cara muito gente fina que convivi por algum tempo fazendo sessões de skate em Fortaleza.

Em uma ocasião tive uma loja de skateboard em Fortaleza e como eu era novo na área me lembro que Charles foi um grande amigo me apresentando nos picos da galera. Sinto muito a morte desse grande companheiro do skate e deixo bem claro aqui que odeio motos, essas desgraçadas já mataram muitos amigos, o pior é que continuará matando. Vamos ter mais atenção no trânsito pessoal.

Com certeza será sempre lembrado no Nordeste e no Brasil como skatista de estilo, manobras poderosas e um grande amigão.

Charles deixa saudades nos amigos, mas viveu para ver o seu Estado de Fortaleza ser o primeiro a sediar uma etapa do Word Cup Skateboard isso é para poucos, foi a primeira vez no Nordeste e com certeza teve a mão dele nisso.

Nota: Thronn
Revisão de texto: Alberto Betão
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Um ditado popular diz que não levamos nada dessa vida e realmente é verdade, assim como também todos nós deixamos uma história de vida que pode vir acompanhada de um bom ou mau exemplo.

Na última quinta-feira acordamos com a triste notícia que o skatista Cearense de 37 anos, Charles Reginaldo tinha falecido e o pior, não de morte natural mas decorrente de complicações de um acidente de moto.

Charles era uma pessoa focada que sabia o que queria, no que creditava e onde queria chegar. Era também altruísta e amigo, valorizava suas raízes.

Andava de skate como se fosse o último dia de sua vida. As manobras eram levadas ao extremo! Muito pequeno, ainda nos anos 80 em uma matéria sobre o skate nordestino na Revista Overall, lá estava ele passando o canyon de Ollie, foto que está eternizada onde quer que haja uma revista dessas.

Texto: Paulo Costa
Link: http://veteranskate.blogspot.com/2010/07/morre-charles-reginaldo.html

A Morte da Ultra Skatepark

por Paulo

Fechamento da Skate Park Moema (Ultra Skate Park)

Por volta de 15 meses foi o tempo de vida de uma pista de skate que ficará eternizada em nossa memória. A Skate Park Moema, antiga Ultra Skate Park fechou suas portas para o público em 29/06/2010 para a infelicidade de muitos skatistas do Brasil e do mundo.

Adeus ultra deixara saudades

Desde sua inauguração a pista ficou carreada pelo estigma de ser “cabreira” onde não muitos conseguiram dar o melhor de si em suas paredes.

Tendo um sonho uma vez realizado com a criação da primeira Ultra Skate Park, pista que fez história no mundo do skate, o skatista profissional Cristiano Matheus mais uma vez idealizou um projeto arrojado e após considerar varias opiniões de skatistas renomados pelo mundo afora juntou-se com dois sócios que viabilizaram o que seria a realização de um sonho de vários skatistas tupiniquins: Uma piscina projetada para a prática do skate.

Adan, carvin

Apesar de haver algumas piscinas no país, nenhuma havia sido até então planejada para a pratica do skate e tampouco nenhuma pista de qualquer tipo fora até então tão arrojada. Essa sem dúvida tinha um nível de dificuldade altíssimo para o padrão de skate no Brasil, se considerarmos as pistas que temos por aqui.

Suas duas piscinas realizaram o sonho de muitos que careciam de algo assim. Em sua estrutura havia também uma loja, lanchonete, banheiros e televisores que reproduziam vídeos de skate. Claro, sem contar que o som quem comandava eram os skatistas.

Paulo Diabo, front side grind (foto Flavio Gomes)

Também ali havia uma escolinha de skate onde crianças eram instruídas por monitores competentes que ministravam as aulas. Lá, as crianças aprenderam andar de skate. Após as aulas os pequenos muitas vezes juntavam-se aos locais e andavam de skate, experimentando de perto a emoção que o skate um dia lhes trará.

É certo que aquelas piscinas por vezes foram algozes de alguns desafortunados, mas isso todos bem sabem que faz parte do aprendizado. Sem dúvidas, cada sessão na pista era um aprendizado constante. Skatistas amadores evoluíram muito ali. Skatistas profissionais de modalidades variadas freqüentavam o local e a opinião não era diferente: A pista é para poucos… Também não foi diferente para estes: também evoluíram lá.

Chris, back side grind tirando onda  com a mão na escada

Marcando mais uma vez uma era na história do skate, a Ultra Skate Park, depois chamada de Skate Park Moema, passa por divergências de idéias entre os sócios que resultaram na saída do skatista Cristiano da sociedade. É certo que os sócios remanescentes continuaram o trabalho, mas após a ocorrência de alguns fatos, a vida da pista chega ao fim.

Temos aqui que deixar nossos agradecimentos ao skatista Cristiano Matheus por ter idealizado e trabalhado com seus próprios punhos para a realização da pista e sem nunca esquecer de seus outros proprietários, que juntaram esforços e tornaram possível a realização de um sonho de muitos. Devemos agradecer também os monitores que ensinaram crianças a andar de skate num terreno tão difícil como aquele. Agradecemos a todos os que lá trabalharam e nos atenderam sempre bem.

Marcelo Kosake, front side heel flip

Vocês todos ficarão na memória da vida de alguns e na história do skate eternamente.

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