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A Saga do Fire Driven

FIRE DRIVEN Biografia
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A saga do FIRE DRIVEN começa na 2a metade dos anos 90, mais precisamente em 1998, quando o músico César Carpanez atuava como guitarrista original do DANCE OF DAYS – na época, um quinteto de hardcore que cantava em inglês com influências de bandas indie/ post-hardcore americanas como ENDPOINT, SPLIT LIP, FALLING FORWARD e LIFETIME.

Com o fim temporário do grupo, o guitarrista se juntou ao STREET BULLDOGS. Devido à repercussão alcançada pela banda de hardcore melódico no fim da década de 90 e início dos anos 2000, não havia tempo nem espaço para as músicas compostas por ele anos antes, com fortes influências de SENSE FIELD, SEAWEED, FARSIDE, NIRVANA, PEGBOY, SAMIAM e a primeira formação do DOWN BY LAW.

Pouco depois, o guitarrista deixou o STREET BULLDOGS e passou a integrar simultâneamente os grupos SEVEN I LIE e PAURA, cujas sonoridades primavam pela mistura do hardcore tradicional com metal e thrash metal. Com isso, o projeto e as músicas compostas em 1998 continuavam arquivadas, mas nunca esquecidas.

Durante mais de uma década, o guitarrista tentou levar o projeto a frente e ensaiou com membros e ex-membros de bandas como DIAGONAL, IHZ, SAFARI HAMBURGUERS, PRIMAL THERAPY, STREET BULLDOGS, SINGLE TREE, DANCE OF DAYS, SMALL TALK, JAIL FOR LIFE, VENTURA S/A e SHED. Mas por algum motivo, nunca houve uma química e as diferentes formações nunca conseguiram durar mais do que três ou quatro ensaios.

Em meados de 2009, movidos pelo simples prazer de tocar e fazer música, César e seu irmão Rafael [bateria] decidiram marcar alguns ensaios e começaram a relembrar as músicas do FIRE DRIVEN. Rafael também já havia passado pelo grupo anos antes e a idéia inicial era somente ensaiar uma vez por semana.

Por um acaso, na mesma época, o vocalista e guitarrista Zeek Underwood [SHED, LUDOVIC] estava morando no estúdio onde o FIRE DRIVEN ensaiava. Como ele também já havia feito alguns ensaios com os dois irmãos anos antes e inclusive, escreveu pedaços de letras para algumas das músicas, tudo o que ele precisou fazer foi levar sua guitarra até a sala de ensaio, achar seu bloco de letras e ajudar a relembrar os riffs que os três haviam tocado anos antes.

Durante essas sessões de ensaio foram finalizadas as faixas “Fractions”, “Give Me a Gun” e “Change of Opinion”, cujas bases haviam sido compostas mais de doze anos antes. Em muito pouco tempo, a química musical entre os três passou a ser um fator visível e a falta de um baixo começou a ser sentida. Não demorou muito até que eles achassem a guitarrista Maria Piti, que na época tocava [e ainda toca] baixo no quinteto grindcore/ metal DESALMADO. Com a formação fechada, o quarteto passou a ensaiar cada vez mais e compor novas músicas.

Em dezembro de 2009 o FIRE DRIVEN faz seu primeiro show no Hangar 110 junto ao ZANDER e END HITS, abrindo para os americanos do SAMIAM, uma de suas grandes influências. Em seguida, o grupo passou a tentar marcar cada vez mais shows com qualquer tipo de banda, onde quer que lhes dessem qualquer oportunidade.

Após apresentações junto a bandas distintas como DEAD FISH, QUESTIONS, GARAGE FUZZ, MAGUERBES, SINGLE PARENTS, LA CARNE, INFECCAO RAIVOSA, OS ESTUDANTES, CRASH PLAYGROUND, TE VOY A QUEBRAR, THE RISK, TWINPINE[S], PELICAN ROAD, COLOR TV e FLAMING MOE em casas de shows de São Paulo e Belo Horizonte, o FIRE DRIVEN foi convidado a participar de uma coletânea virtual em tributo ao SAMIAM. Isso os estimulou a registrar também, além das versões para “Full On” e “Sunshine”, 8 faixas autorais em dezembro de 2010 no estúdio pessoal de Sérgio Ugeda [DIAGONAL/ DEBATE].

A mixagem e masterização ficaram a cargo de Gabriel Zander [ZANDER/ NOÇÃO DE NADA] em seu Estúdio Superfuzz no Rio de Janeiro. Após dividir o palco com a banda de Gabriel em shows no Hangar 110 e no extinto Espaço Impróprio, os membros do FIRE DRIVEN sabiam que mesmo a distância, poderiam confiar no trabalho de Gabriel como produtor. As expectativas foram se confirmando quando o grupo começou a receber as primeiras faixas mixadas. A boa vontade, paixão e cuidado de Gabriel para com as músicas do FIRE DRIVEN produziram um resultado final muito além do esperado.

No momento o quarteto divulga o lançamento de seu CD de estréia Growing Past These Lines com capa assinada por Guilherme Borgomoni [ex-PRIMAL THERAPY e também um dos músicos que passaram pelos ensaios do FIRE DRIVEN] e fotos de Otavio Sousa e Alexandre Vianna.

Uma tentativa de descrever o som deste quarteto seria uma mistura entre as bandas melódicas e menos diretas do selo Revelation com as da lendária gravadora Sub Pop. Se você estava sentindo falta de bandas pesadas que cantam em inglês com boas melodias e influências de hardcore, post-hardcore, grunge, indie rock e skate rock, talvez o FIRE DRIVEN consiga suprir parte de suas expectativas.

Rafael Carpanez [bateria], Zeek Underwood [voz e guitarra], Maria Piti [baixo], César Carpanez [guitarra e voz]

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