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Até agora é pra valer

Já fui preso tantas vezes de skate que não me lembro quantas vezes foram.

Nos anos 80, começo dos 90, eu saia pra noite e sempre colava nos picos de punks e skaters, bem depois essa galera aceitou os metaleiros que se refugiaram com medo dos carecas skin heads que os punks da Carolina, Punks da Morte e Phuneral sempre enfrentaram com estiletes, paus e pedras, tudo bem até ai.

A polícia quando vinha bater geral batia de verdade, quebrava o skate e levava preso, muitas vezes fiquei sem saber o paradeiro do meu skate.

Uma vez os policiais me pegaram dentro de uma lanchonete cheia de punks, joguei minha arma fora (uma faca cega de cortar pão, hahaahahahahaha),  eles acharam porque uma mina babaca ‘caguetou’ que eu tinha dispensado no lixo, a casa caiu, começou a surra. Tive que atuar e lancei um ataque epilético que colou. Me liberaram. Ganhei o oscar.

Essa luta em São Paulo já deu muito prejuízo material e psicológico na galera do skateboard que não podia ver uma polícia. Mas depois da mancada que deram tirando a ladeira do Ipiranga da galera foi a gota d’água.

Os skaters usaram a cabeça e seguiram o mesmo caminho que os alquimistas seguiram, transformaram merda em ouro.

Hoje existe um documento, veja a imagem acima, que libera a galera e coloca o esporte skateboad na melhor posição.

O nome do skate já estava incluído nas papeladas do sistema político de São Paulo desde 1988, época que o street estava forte e eu tinha acabado de ganhar o campeonato brasileiro de Guaratiguetá. Acha que daqui pra frente os skatistas merecem um pouco mais de respeito pois fazemos parte da nossa grande sociedade brasileira, podem acreditar.

Abraços a todos ae,  skate cravado na alma.

Thronn

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